Lançamentos Compós

 

1. Livro Compós 2013

BRASIL, André; LISSOVSKY, Maurício; MORETTIN, Eduardo (Orgs.). Visualidades Hoje. Salvador: EDUFBA, 2013.

O diagnóstico é frequente: vivemos sob um novo regime do visível. Porém, não há consenso em torno dos traços e motivações – estéticos, sócio-culturais, políticos e tecnológicos – que o constituem. Dessa constatação surgiu a proposta do presente livro da Compós, organizado em torno do tema Visualidades hoje. O plural, nesse caso, não é fortuito e indica o caráter heterogêneo e diverso das transformações em curso, assim como das perspectivas e dos modos de abordagem. A construção de uma concepção alargada da visualidade faz da Comunicação um campo privilegiado para mapear e pensar criticamente este novo regime do visível. Dividido em três partes, Renovados efeitos de real, Novos espaços de fruição e consumo e Política das imagens, a presente coletânea nos coloca diante de objetos liminares, experiências de uma visualidade em transformação. Não pretendeu, contudo, comprovar “tendências” ou sugerir qualquer sentido único para a história. Mas à luz do debate sobre a cena contemporânea que a reunião destes estudos certamente propicia, ressaltemos, mais uma vez, que em toda visualidade, em toda novidade, permanecem, incontornáveis, silêncios e contratempos.

 

2. Prêmio Compós 2012: Melhor Tese

VIEIRA, Marcel. Adaptação Intercultural. Salvador, EDUFBA, 2013.

Adaptação Intercultural: o caso de Shakespeare no cinema brasileiro ilumina algumas questões centrais no debate sobre as relações entre literatura, teatro e cinema, a partir da proposta de um modelo analítico para investigar filmes adaptados cujas fontes textuais vêm de outras matrizes culturais. Com isso, dialoga com a vasta bibliografia sobre o tema, dando um passo além das análises marcadamente comparativas que restringem seu escopo de investigação aos textos literário e fílmico, e considerando os processos culturais como determinantes na produção de sentido dessas obras.

Lançamentos diversos

BONNEMASON, Bénédicte; GINOUVÈS, Véronique; PERENOU, Véronique. Guía de Análisis Documental del Sonido Inédito: para la implementación de bases de datos. Lima: Instituto Francés de Estudios Andinos, 2007.

La “Galaxia Gutemberg” no lo dice todo… la oralidad marca también de manera importante a nuestras sociedades occidentales. Los archivos orales se deben poder identicar, analizar y comparar con otros documentos como la imagen y lo escrito. Por lo tanto, es necesario proponer una herramienta que permita el análisis de fonogramas inéditos. El objetivo de esta guía es proponer un instrumento práctico que respete la especicidad de la fuente oral siguiendo las convenciones de las reglas y formatos utilizados en las bibliotecas. Numerosos anexos y ejemplos concretos permiten tener en cuenta el tratamiento del archivo sonoro inédito en una base datos documental, incluyendo los problemas especícos ligados a las grabaciones correspondientes a la literatura oral y las músicas tradicionales.

CARVALHO, Carlos Alberto de. Jornalismo, Homofobia e Relações de Gênero. Curitiba: Appris, 2012.

Em que medida a homofobia – realidade complexa fortemente enraizada culturalmente – é desaadora para as noções do jornalismo como ator social, na perspectiva de agente que negocia permanentemente com outros atores sociais os sentidos possíveis dos acontecimentos noticiados, é a principal discussão proposta no livro Jornalismo, Homofobia e Relações de Gênero.

COHEN, Évlyne; GOETSCHEL, Pascale; MARTIN, Laurent; ORY, Pascal (Eds.). Dix ans d’Histoire Culturelle. Villeurbanne/França: Presses de l’Enssib, 2011.

L’Association pour le développement de l’histoire culturelle (ADHC) est née, en 1999, du constat de la place croissante, en même temps que problématique, de l’histoire culturelle dans l’historiographie contemporaine. Revendiquée par les uns, dénoncée par les autres, cette place méritait l’institution d’un lieu de rencontres où tous ceux qui se reconnaissent dans cette qualication pourraient échanger sur le fond et sur la forme de leur travail. L’association a tenu son premier congrès en 2000. Au terme d’une décennie et plus d’activité, il était temps de tirer le bilan et, comme il se doit, de tracer de nouvelles perspectives. Cette anthologie des conférences et tables rondes organisées dans le cadre du congrès annuel de l’association propose un panorama unique en son genre des propositions avancées par l’histoire culturelle en France et, dans une moindre mesure, à l’étranger depuis dix ans.

COUTINHO, Iluska. Dramaturgia do telejornalismo: a narrativa da informação em rede e nas emissoras de televisão de Juiz de Fora-MG. Rio de Janeiro: Mauad, 2012.

Este livro apresenta aos leitores a dramaturgia do telejornalismo, forma preferencial de acesso à informação no Brasil de muitos cidadãos, telespectadores. A busca de um paralelo entre notícia e drama como forma de analisar a informação na TV poderia, à primeira vista, parecer heresia, como se o uso do termo drama representasse uma perigosa aproximação ao entretenimento ou, pior, ao campo do sensacionalismo. Apesar de um estranhamento inicial, a análise de edições de telejornais nacionais e veiculados localmente revela que a notícia exibida na televisão é estruturada como um drama cotidiano. É a partir de uma expectativa, quase sempre evidenciada pelos apresentadores, que o texto e a edição das matérias se estruturam e se organizam, no tempo. Para conhecer o “final” ou desfecho desse drama cotidiano, o telespectador acompanha o desenrolar dessa trama ao longo de cada edição dos noticiários televisivos.

COSTA, Márcia. De Pagu a Patrícia: o último ato. São Paulo: Dobra, 2012.

Nos anos 50 ela já não mais queria ser chamada de Pagu. Depois de trocar a militância política pela militância cultural e pelo jornalismo, Patrícia Galvão chega a Santos (SP) em 1954 para incendiar a cena, atuando como jornalista em A Tribuna, produzindo peças de teatro e eventos literários e difundindo a vanguarda. Esta história é contada no livro De Pagu a Patrícia – o último ato (Dobra Editorial / Fundo de Cultura de Santos), da jornalista e pesquisadora Márcia Costa, cujo objetivo é revelar a intelectual por trás do mito. A obra marca os cinquenta anos de morte de Pagu.

FABIÃO, Aline Couri. Loop: tecnologia e repetição na arte. Rio de Janeiro: Torre, 2012.

O loop consiste na repetição de pequenos trechos (de imagens, sons ou código) visando à criação de um todo cujo signicado ou comportamento extrapole o de suas partes constituintes. Esta pesquisa teve início com a constatação da importância do loop para a criação contemporânea e teve como objetivo analisar as diversas formas de uso desta ferramenta, a partir das próprias obras e de depoimentos de artistas. O loop torna-se importante na medida em que existe como um conceito, possibilitando diversas apropriações, e também como ferramenta, possibilitando resultados específicos.

FELINTO, Erick; SANTAELLA, Lúcia. O Explorador de Abismos: Vilém Flusser e o Pós-Humanismo. São Paulo: Paulus, 2012.

A obra consiste em análise aprofundada sobre um tema pouquíssimo explorado na obra de Vilém Flusser, pensador da comunicação de enorme projeção na Europa (especialmente na Alemanha), apesar de ainda insuficientemente estudado no Brasil. Os autores investigam a problemática do pós-humanismo, problema central hoje do campo da cibercultura, relacionando-a com a reexão de Flusser sobre os impactos dos meios de comunicação na cultura e sociedade. A partir de pesquisa realizada no Arquivo Flusser, em Berlim, com textos inéditos do autor, os autores sistematizam uma série de questões fundamentais para a melhor compreensão das teses flusserianas, como, por exemplo a insuficiência da cibernética e da fenomenologia em sua obra.

FERRAZ, Talitha. A Segunda Cinelândia Carioca. Rio de Janeiro: Morula, 2012.

Resultado de uma pesquisa de mestrado em Comunicação e Cultura, A segunda cinelândia carioca aborda a relação entre o espaço urbano da Tijuca e as salas de cinema que existiram no bairro carioca. A obra resgata um período importante no desenvolvimento urbano do Rio de Janeiro e serve de modelo para pesquisas futuras que possam dar conta do alcance sociocultural que o cinema conheceu no século passado. A pesquisa foi realizada entre 2007 e 2009 e conta agora, nesta segunda edição, com acréscimos feitos pela autora.

FIGARO, Roseli; NONATO, Claudia; GROHMANN, Rafael. As Mudanças no Mundo do Trabalho do Jornalista. São Paulo: Atlas, 2013.

Uma série de funções desapareceu do cenário das rotinas produtivas do métier do jornalista. Os produtos jornalísticos impressos, televisivos ou radiofônicos são produzidos de maneiras completamente diferentes do que há cerca de vinte anos. O tempo e o espaço, comprimidos pelas possibilidades das tecnologias de comunicação e de informação, foram assimilados nos processos de produção de modo a reduzir o tempo para a reexão, a apuração e a pesquisa no trabalho jornalístico. Essas e outras questões são analisadas neste livro, que reúne evidências do mundo do trabalho dos jornalistas de São Paulo no desabrochar do século XXI, apreendendo basicamente as “mudanças” que determinam sua inserção na vida cotidiana.

FILHO, Jorge Cardoso. Práticas de Escuta do Rock. Salvador: EDUFBA, 2013.

Este e-book é resultado da tese de doutorado realizada na Universidade Federal de Minas Gerais e investiga comparativamente os regimes de escuta no qual três álbuns do Rock foram inseridos em seus respectivos contextos de lançamento: The Dark Side of the Moon (1973), da banda Pink Floyd; Nevermind (1991), da banda Nirvana; e In Rainbows (2007), da banda Radiohead. O estudo recupera traços da experiência de escuta com cada um dos álbuns a partir das suas dimensões estéticas e culturais, sobretudo a partir dos conceitos de experiência estética, mediações e materialidades da comunicação.

GAILLARD, Isabelle. La Télévision : histoire d’un objet de consommation -1945-1985. Paris: INA/CTHS, 2012.

Comment la « boîte aux images » est-elle devenue si rapidement la télé ? Telle est la question à laquelle ce livre essaye de répondre. En saisissant les diérents moments de l’histoire d’un objet devenu indispensable, l’auteur détaille sa fulgurante ascension de son lancement dans les limbes expérimentales jusqu’à son apparente banalisation. Revisitant à travers « l’étrange lucarne » la période des Trente Glorieuses, Isabelle Gaillard montre qu’explorer le marché d’un objet de consommation de masse débouche sur l’histoire totale d’une nouvelle société en plein essor : la société de consommation.

GASTALDO, Edison. Publicidade e Sociedade: uma perspectiva antropológica. Porto Alegre: Sulina, 2013.

Publicidade e Sociedade: uma perspectiva antropológica reúne trabalhos produzidos ao longo de dez anos de pesquisa sobre a publicidade. O objetivo deste livro é apresentar ao leitor um conjunto de textos que problematizem o discurso publicitário a partir de sua dimensão social: para além das intenções mercadológicas estritas de seus produtores, o mundo que vemos representado nos anúncios é um importante elemento de apresentação e defesa de representações sociais, que fundamentam e legitimam relações de poder entre pessoas e grupos.

GOMES, Itania. Análise de Telejornalismo: desafio teóricos-metodológicos. Salvador: EDUFBA, 2012.

O livro Análise do Telejornalismo: desafios teórico-metodológicos reúne os artigos apresentados pelos conferencistas convidados no Seminário Internacional de mesmo nome, realizado entre os dias 23 e 26 de agosto de 2011, pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura Contemporâneas da Universidade Federal da Bahia, através do Grupo de Pesquisa em Análise de Telejornalismo (GPAT). Na primeira seção, Análise Cultural de Telejornalismo, discute-se especialmente o papel dos estudos culturais para a análise das transformações efetuadas no telejornalismo em função da relação com a cultura. Na segunda seção do livro, Telejornalismo e História: temporalidades, cultura e sociedade os autores investigam o lugar que a história ocupa nas pesquisas de telejornalismo e como os valores e características do telejornalismo resultam de um processo histórico. Na terceira seção, Linguagem e Telejornalismo, os autores avaliam diversas facetas dos processos de produção de sentido do telejornalismo, tanto da perspectiva das contribuições da semiótica quanto da análise do discurso. Na quarta e última seção do livro, a relação entre Jornalismo, sociedade e subjetividades marcou a preocupação dos autores.

GRANET-ABISSET, Anne-Marie; RIGAUX, Dominique. Images de Soi, Images de l’Autre. Grenoble/France: CNRS MSH-Alpes, 2010.

Interroger les images, qui séduisent, qui émeuvent, qui interpellent, qui choquent, et analyser les pratiques, les usages et les enjeux qui s’y rapportent, tel est l’objectif du présent ouvrage issu d’un colloque international organisé en 2008 par les deux laboratoires d’histoire et histoire de l’art de l’Université de Grenoble : le CRHIPA et le LARHRA. Dans ce champ thématique très vaste, deux angles d’approche principaux ont été retenus : le portrait et l’image de l’altérité. Ils sont abordés dans une perspective diachronique large, de l’Antiquité à nos jours. Les treize études de cas rassemblées permettent de confronter les méthodes et les démarches de l’historien et de l’historien de l’art. L’étude des conditions et du contexte de production sont également au coeur de la réflexion autour des images.

GUIMARÃES, Denise. Histórias em Quadrinhos & Cinema: adaptações de Alan Moore e Frank Miller. Curitiba: Editora da UTP, 2012.

Este é um livro indicado para quem estuda, ensina ou trabalha com o tema das adaptações que não devem ser vistas, meramente, como atividades ligadas aos apelos massivos e à reiteração das estereotipias, mas também como possíveis reconfiguradoras do imaginário contemporâneo. Busca-se delinear conceitos teóricos, analíticos e interpretativos fundamentais para o estudo do chamado comic book movie ou “filme de quadrinhos”, considerado como uma das fórmulas de maior relevo na indústria cinematográfica atual.

LEAL, Bruno Souza; CARVALHO, Carlos Alberto de. Narrativas e Poéticas Midiáticas: estudos e perspectivas. São Paulo: Intermeios, 2013.

A narrativa, em abordagem pragmática, é vista como constituidora de processos de mediação próprios, que articulam dimensões textuais, temporais, estéticas e ideológicas que contribuem para a conformação da experiência dos indivíduos, demandando com isso o desenvolvimento de perspectiva teórico-analítica peculiar. Entre os temas e fenômenos estudados pelo Tramas, além do jornalismo e da televisão, estão a produção audiovisual, as questões LGBT, de gênero e sexualidade, especialmente em suas configurações brasileiras.

LEAL, Bruno Souza; CARVALHO, Carlos Alberto de. Jornalismo e Homofobia no Brasil: mapeamento e reflexões. São Paulo: Intermeios, 2012.

Parte da vida social, a homofobia, assim como as diferentes manifestações da diversidade sexual, em especial as LGBTs, não cessa de gerar acontecimentos no cotidiano, ocupando cada vez mais lugar de destaque no debate político e na atenção dos agentes midiáticos. A aproximação entre um modo de dizer e saber a vida social – o jornalismo – e um fenômeno complexo, marcado por silêncios e esforços de visibilização, indissociável das tensões identitárias, sexuais, morais, dos diversos grupos e realidades que constituem a sociedade brasileira, não é simples nem fácil.

MAIA, Rousiley. Deliberation, the Media and Political Talk. Nova Iorque: Hampton Press, 2012.

Mostrar o importante lugar que a comunicação de massa ocupa na democracia deliberativa é o tema do livro Deliberation, the Media and Political Talk. A obra de Rousiley C. M. Maia, professora do Departamento de Comunicação Social da UFMG, enfrenta o desafio de integrar as teorias normativas da democracia deliberativa e os estudos dos media. Através da análise de diversas controvérsias sobre a deliberação pública e de vários estudos de caso, o livro mostra como é possível conectar discussões políticas que acontecem na vida cotidiana e em fóruns políticos específicos com amplos debates na sociedade. Os capítulos escritos em coautoria com Ângela C. Marques, Danila Cal e Ricardo Fabrino Mendonça apresentam casos empíricos que foram parte das pesquisas realizadas por eles durante a pós-graduação.

MARCONDES FILHO, Ciro. O Rosto e a Máquina: o fenômeno da comunicação visto dos ângulos humano, medial e tecnológico – Nova Teoria da Comunicação – vol. 1. São Paulo: Paulus, 2012.

MARCONDES FILHO, Ciro. O Escavador de Silêncios: formas de construir sentidos na comunicação – Nova Teoria da Comunicação – vol. 2. São Paulo: Paulus, 2012.

MARCONDES FILHO, Ciro. O Principio da Razão Durante: da Escola de Frankfurt à crítica alemã contemporânea – Nova Teoria da Comunicação – vol. 3. São Paulo: Paulus, 2012.

MENDONÇA, Carlos. E o Verbo se Fez Homem: corpo e mídia. São Paulo: Intermeios, 2013.

Este livro debate algumas das maneiras pelas quais o corpo homossexual resistiu e criou linhas de fuga frente ao exercício de controle e punição imposto sobre ele. As imagens, em muitos momentos da história ocidental, ofereceram aos corpos uma possibilidade de comunicarem-se através de mídias do silêncio: quando a palavra foi proibida a imagem falou aos pares.

MORETTIN, Eduardo. Humberto Mauro, Cinema, História. São Paulo: Alameda Editorial, 2013.

MORETZSOHN, Sylvia. Repórter no Volante: o papel dos motoristas de jornal na produção da notícia. São Paulo: Publifolha, 2013.

O livro pretende contribuir para ampliar o enfoque sobre o processo de produção da notícia e para a própria história do jornalismo brasileiro ao expor a importância do trabalho de uma categoria profissional que sempre ficou na sombra e está agora em vias de extinção, na era da internet: o motorista de reportagem. Aponta a relevância de sua atuação tanto na tarefa elementar de conduzir a equipe como no próprio processo de apuração, na sugestão de pautas e em várias outras formas de colaboração.

MOTA, Luiz Gonzaga. Análise Crítica da Narrativa. Brasília: Editora UnB, 2013.

O livro oferece ao leitor procedimentos práticos para a análise crítica de estórias, enredos, conflitos e personagens que preenchem filmes, canções, reportagens, comerciais de TV, relatos das mídias digitais e outras narrativas. A perspectiva pragmática permite a identificação de vozes narrativas e suas intenções, os efeitos de sentido e os conteúdos de fundo ético, político e ideológico dos relatos, assim como a maneira pela qual os homens articulam o sentido e constroem o mundo simbólico.

NATANSOHN, Leonor Graciela. Jornalismo de Revista em Redes Digitais. Salvador: EDUFBA, 2013.

Uma revista que existe apenas em rede digital, tem páginas que podem ser “viradas” como no suporte impresso, mas incorpora vídeos, galerias de fotos, infografia interativa, memória, realidade aumentada, continua sendo uma revista? Ou se trata de um novo produto midiático que por conveniência, preguiça ou vício metafórico continuamos a chamar de “revista”? O conjunto de textos incluídos nesta coletânea está – explícita ou implicitamente, de muitas diferentes maneiras – abordando centralmente essa questão. Mas afinal, que “revista” é essa que nasce com as redes digitais ou para elas se transfere, total ou parcialmente? Continuidade? Transposição? Ruptura?

PRADO, José Luiz Aidar. Convocações Biopolíticas nos Dispositivos Comunicacionais. São Paulo: EDUC/FAPESP, 2013.

Os dispositivos comunicacionais oferecem uma multiplicidade de convocações e de receitas para guiar os usuários no mundo do consumo, cujo combustível não é somente mercadoria em sua materialidade, mas a própria vida. Esses programas biopolíticos dos dispositivos comunicacionais tomam as potencias da vida como capital cultural para promoção dos eus que buscam gozo. Os agentes convocadores indicam para os consumidores modos para conseguir o a-mais rumo ao sucesso nesse mundo dito “flexível”.

RAUCH, André; RSIKOUNAS, Myriam (Eds.). L’Historien, le Juge et  l’Assassin. Paris: Publications de la Sorbonne, 2012.

Après le criminel et son juge, surgit l’historien. Que sait-il des faits ? Son enquête est tributaire de la disponibilité des archives. Elle croise des sources écrites, audiovisuelles, d’origines diverses : policières, judiciaires, pénitentiaires, littéraires… Quand elles ne font pas défaut, comme c’est souvent le cas pour l’inceste, le viol ou les violences domestiques. La confrontation des archives ouvre la voie aux représentations et aux imaginaires. Ils varient d’une époque à une autre, selon les circonstances, les positions des témoins et la nature des témoignages. Journaux, émissions radio et spectacles télévisés font et défont crimes et jugements au cours des années, les opposant et les contestant à la lumière d’autres témoignages ou de nouvelles interprétations.

RIBEIRO, José Carlos; MIRANDA, Thais; SOARES, Ana Terse (Orgs.). Práticas Interacionais em Rede. Salvador: EDUFBA, 2013.

O livro Práticas Interacionais em Rede é uma coletânea que reúne alguns dos melhores artigos apresentados na segunda edição do Simpósio de Pesquisa em Tecnologias Digitais e Sociabilidade (SIMSOCIAL): Práticas Interacionais em Rede, que aconteceu nos dias 10 e 11 de outubro de 2012, na Universidade Federal da Bahia. O objetivo do evento foi o de promover a reflexão sobre as práticas sócio-comunicacionais observadas nas interações efetivadas em redes digitais. Em um momento em que a discussão a respeito das tecnologias telemáticas concentra-se nos seus usos e aplicabilidades, o evento propôs-se a ampliar esta leitura do fenômeno, trazendo novos elementos – oriundos do campo da Cibercultura – que sirvam de base para outras propostas interpretativas, assentadas em perspectivas teóricas e metodológicas interdisciplinares.

RONSINI, Veneza V. Mayora. A Crença no Mérito e a Desigualdade: a recepção da telenovela do horário nobre. Porto Alegre: Sulina, 2012.

O trabalho articula a análise do texto televisivo com o estudo de sua recepção/consumo, examinando como as representações da pobreza nas telenovelas são assimiladas, negociadas ou rechaçadas por jovens de classe popular, média e alta. A extensa investigação conjuga, com rigor e inventividade metodológica, modelos teóricos formulados por Jesús Martín-Barbero (mediações) e Stuart Hall (codificação/decodificação). Outro ponto importante do livro é o diálogo com as reflexões do sociólogo Jessé Souza a respeito das peculiaridades da dominação de classe no Brasil (um contraponto bastante lúcido às celebrações da chegada de uma possante “nova classe média brasileira”).

RUBLESCKI, Anelise; BARICHELLO, Eugenia Mariano da Rocha. Ecologia da Mídia. Santa Maria: Editora Facos/UFSM, 2013.

O livro Ecologia da Mídia parte de uma perspectiva da mídia como ecossistema, incluindo os novos formatos que têm como suporte as tecnologias digitais. São processos de circulação das informações caracterizados pela superação das dicotomias entre emissor/receptor, meio/mensagem, sujeito/mídia, presentes nos estudos sobre os meios de comunicação de massa, procurando compreendê-los sob a perspectiva de uma nova ambiência e do processo de midiatização da sociedade contemporânea, no qual as lógicas midiáticas parecem regular as
interações sociais.

SACRAMENTO, Igor; ROXO, Marco. Intelectuais Partidos: os comunistas e as mídias no Brasil. Rio de Janeiro: E-Papers, 2012.

O livro trata das relações dos intelectuais com o Partido Comunista Brasileiro (PCB) e a indústria cultural. Seu foco é o trânsito entre os militantes que se engajaram, em algum grau, na produção de mídias comunistas e que, em diversos casos, ganharam notoriedade nas mídias de massa.

SAMPAIO, Inês. Comunicação, Cultura e Cidadania. Campinas: Pontes, 2012.

Este livro reúne a contribuição de pesquisadores que, em outubro de 2010, estiveram reunidos no Seminário Nacional de Comunicação, Cultura e Cidadania, promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM) da Universidade Federal do Ceará, para refletir sobre as questões da comunicação contemporânea, em sua interface com a comunicação e a cidadania. A proposta valoriza, em seu formato, o princípio da interdisciplinaridade, reunindo olhares da sociologia, da política, da história, da educação, entre outros, para pensar as questões comunicacionais por meio do diálogo entre diferentes perspectivas.

SAMPAIO, Inês; PINHEIRO, Andrea (Orgs.). Qualidade na Programação Infantil na TV Brasil. Florianópolis: Insular, 2012.

O livro é resultado de uma pesquisa sobre a qualidade da programação infantil da TV Brasil, uma televisão pública gerida pela Empresa Brasileira de Comunicação. Os pesquisadores dedicaram-se à análise de 221 episódios dos 23 programas infantis exibidos pela referida emissora entre outubro de 2010 e janeiro de 2011, como Castelo Rá-Tim-Bum, Dango Balango, Vila Sésamo, TV Piá, Cocoricó, entre outros. A análise considerou um conjunto de aspectos formais e de conteúdo presentes nas obras audiovisuais, com base em critérios como diversidade, inovação/criatividade, promoção do desenvolvimento integral da criança, promoção de modelos de conduta construtivos, estímulo à cultura nacional e à cidadania, interatividade, inocuidade, entre outros. A obra faz uma provocação acerca do que se considera qualidade na comunicação para/com crianças, suprindo uma lacuna importante neste campo de estudos.

SERAFIM, José Francisco; LIMA, Sergio Ricardo. Representações do Meio Ambiente: clima, cultura, cinema. Salvador: EDUFBA, 2012.

O livro Representações do Meio Ambiente: clima, cultura, cinema aborda os discursos e a práxis sobre o clima e o meio ambiente, sob diversos pontos de vista. Considerando-se o cinema como um poderoso propagador de referências culturais, um propósito complementar é discutir instâncias, efeitos e ideias subjacentes a representações cinematográficas do meio ambiente e dos fenômenos climáticos atuais.

SIBILIA, Paula. Redes ou Paredes: a escola em tempos de dispersão. Rio de Janeiro: Contraponto, 2012.

O livro analisa os fatores envolvidos na crescente incompatibilidade entre os novos modos de ser e estar no mundo, por um lado, e as clássicas instalações escolares, por outro lado, com suas próprias regras, premissas e ambições que parecem cada vez mais antiquadas. A análise leva em conta um conjunto de fatores socioculturais, econômicos e políticos, com o objetivo de identificar os sentidos dessas transformações históricas e oferecer algumas pistas que permitam delinear possíveis respostas ao conflito reformulando as perguntas.

SILVEIRA, Fabrício. Rupturas Instáveis: Entrar e sair da música pop. Porto Alegre: Libretos Universidade, 2013.

Rupturas Instáveis reúne artigos escritos entre janeiro de 2011 e agosto de 2012, apresentados em diversos congressos do campo da Comunicação e, agora, reescritos e reagrupados em livro. Os textos analisam a produção de certos artistas pop (músicos e bandas de rock, sobretudo) que não são representantes daquele pop palatável que fomos acostumados a ouvir e a reconhecer, nas últimas décadas.

TAVARES, Frederico. SCHWABB, Reges. A Revista e seu Jornalismo. Porto Alegre: Penso, 2013.

Passados dois séculos desde a publicação das primeiras revistas no Brasil, este livro sem similar reúne diversos profissionais brasileiros que se dedicam ao estudo e à produção desse produto jornalístico com o intuito de colaborar com o aprofundamento do pensamento sobre suas peculiaridades. A primeira parte do livro, “Ângulos e processos”, inclui a revista em um quadro de referências que problematiza sua constituição jornalística e sua inserção social. A segunda, “Práticas e produto” , reúne um apanhado reflexivo sobre os aspectos estruturais. O tradicional “como se faz” dá lugar a uma abordagem das características que envolvem.

TRIVINHO, Eugênio. Glocal: visibilidade, imaginário bunker e existência em tempo real. São Paulo: Annablume, 2013.