O telejornalismo, em uma pluralidade de abordagens, foi o tema central do GT Estudos de Televisão na manhã do segundo dia de trabalhos da Compós.

Juliana Gutmann, vencedora do prêmio Compós  2013 de Melhor Tese, discorreu sobre um fragmento de sua tese, a questão da performance do repórter – enxergando a ideia do corpo como tecnicidade, que constitui espaços de subjetividade que contratam com o discurso normativo sobre as práticas do campo.

Iluska Coutinho, na apresentação do seu artigo em parceria com Renata Pereira, falou das alterações na cena de apresentação dos telejornais, a partir da análise do MGTV 1 Edição. Coutinho afirmou que estas mudanças advém da necessidade do telejornal criar uma identidade, uma proximidade com o telespectador. Para ela, um exemplo disso pode ser notado com a queda da bancada no telejornal.

Encerrando as discussões, Geane Alzamora abordou as transformações das coberturas televisivas a partir de uma perspectiva transmídia. Ela analisou como a BBC utilizou múltiplas telas (TV, PC, celular e tablets) na cobertura dos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012. Para ela, há uma reconfiguração da cobertura desses grandes eventos midiáticos globais a partir de uma sintaxe audiovisual multiplataforma.