Na última rodada do GT de Estudos de Cinema, Fotografia e Audiovisual, o cinema brasileiro ganha destaque nas falas dos autores de trabalhos. Gustavo Souza iniciou abordando a composição dos personagens do road movie documental brasileiro. Discutindo performance e deslocamento, o autor põe em evidência dois filmes específico: Pachamama, de Eryk Rocha, e Olhe para Mim de Novo, de Kiko Goifman e Cláudia Priscila.

A ideia de performance continuou em discussão a partir da contribuição de André Brasil no trabalho “Formas do antecampo: notas sobre a perfomatividade no documentário brasileiro contemporâneo”.  Aqui o autor utiliza a noção de antecampo para identificar sua exposição como traço formal nos filmes do documentário nacional. Para encerrar as atividades do GT, Cezar Migliorin falou sobre “Território e virtualidade: quando a “cultura” retorna no cinema”. O pesquisador utilizou o filme As Hipermulheres para falar de territorialidade e virtualidade.

Depois dos dois dias de intensa discussão, as avaliações gerais dos participantes apontaram para a qualidade das discussões e destacaram-se as falas de muitos participantes que, ouvindo as apresentações dos colegas, encontraram questões e insights importantes para suas próprias pesquisas. Isso revela como a troca de conhecimentos é frutífera durante o encontro. Segundo o coordenador Eduardo Morettin, houve uma diversidade regional entre os trabalhos inscritos, 47 para todo o GT. A única falta apontada foi a de mais trabalhos consistentes na área de fotografia.

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