Literatura e cinema marcaram as discussões durante a tarde. Focando na obra 2666 do escritor chileno Roberto Bolaño, Bruno César Costa (PUC-Minas) considerou tal livro como pertencente a uma literatura terrorista. Para o autor, é um tipo de literatura que ataca a si mesma, aos escritores e as próprias propostas. O relato foi feito pelo professor Renato Cordeiro Gomes (PUC-Rio), pesquisador da área literária e escritor. Foi ressaltado que, apesar da extensão do livro, o autor do artigo apresentou uma acurada análise que funcionou como uma mapa de auxílio para o leitor. Para além do elogio, o professor fez uma provocação saudável questionando se Bruno Costa queria colocar um status na literatura em um momento que ela não se referencia mais.

O último trabalho apresentado no GT Mídias da Compós 2013 abordou o procedimento da contraluz/sombra em eventos relacionados às ditaduras e formas de repressão a partir da análise dos filmes argentinos Valentin, Kamchatka e O Segredo dos seus olhos. O autor do artigo “Cinema e contraluz: limiares da repressão na cultura midiática argentina”, professor Márcio Serelle (PUC-Minas), acredita que há algo diferente nesses filmes e refere isso também a paralisação do tempo nessas histórias. A participação foi intensa no debate com resgate de pontos dos filmes e menções a outras produções.

Em um balanço sobre as atividades no GT, o coordenador Samuel José Holanda de Paiva (UFSCar) avaliou o desempenho dos pesquisadores como bastante positivo. Ao todo foram vinte e seis trabalhos recebidos e, após pareceres que prezam pelos critérios de qualidade e regionalização, foram selecionados quinze artigos para a Compós 2013. Em geral, os estados com o maior número de representantes foram São Paulo e Rio de Janeiro.

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