A manhã do segundo dia no GT Cultura das Mídias contou com a apresentação e discussão de três trabalhos com foco na imagem. Felipe Muanis (UFF) discutiu as possibilidades imersivas da televisão no artigo “A imersão televisiva e o retorno da imagem estereoscópica”. Para o pesquisador, a inserção de novas tecnologias revelam outras percepções, e esse espectador que está no centro das sensações imagéticas e sensoriais é tão relevante quanto a quebra do limite com o frame. No debate, os colegas participaram com questões sobre a imersão isolada x comunitária e a centralidade do sujeito no processo imersivo.

Na sequência, Felipe Polydoro, doutorando da ECA-USP expôs sobre a captação inesperada nas produções audiovisuais, a partir do pensamento de Heidegger e Lacan. Em fala breve, foram também exibidos os vídeos discutidos no artigo “A ubiqüidade das câmeras e a intrusão do real na imagem”. O relato foi feito pelo professor Márcio Serelle (PUC-Minas) que levantou novas problematizacões para o debate com o grupo.

Proposto como um texto de manifesto, o artigo “Para pensar a crítica das mídias”, das professoras Gislene Silva (UFSC) e Rosana Soares (USP), foi o caminho das autoras para refletir essa crítica, já que objetivam criar um grupo de pesquisa sobre crítica da mídia. Portanto, são levantados vários questionamentos: quem tem autoridade para criticar? Como pensar tais parâmetros? No relato, a professora Vera Lúcia Follain de Figueiredo (PUC-Rio) refletiu sobre a crítica literária, cinematográfica e jornalística. Após uma breve contextualização, a pesquisadora foi categórica: “Só vai haver crítica com a democratização dos meios de produção e de divulgação dos meios culturais”, avalia.

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