O último turno de trabalho do GT de Comunicação e Sociabilidade começou com sala cheia, com participantes vindos de outros grupos, interessados no trabalho de Paula Sibilia (UFF) – intitulado “Do peito da virgem ao do Facebook: mutações de um olhar que erotiza, moraliza e censura”. A autora valeu-se, para sua apresentação, de uma série de imagens ilustrativas da sua discussão, que gravitou em torno dos “deslocamentos simbólicos e morais em torno da nudez do seio feminino que se expõe em público”.

O mote da reflexão foi a atitude do Facebook, em 2012, de suspender contas de usuárias que publicaram suas próprias fotos, amamentando seus filhos. O relato do trabalho foi feito por Ana Carolina Escosteguy (PUC-RS), que escolheu duas questões do paper para que Sibilia pudesse discorrer, ainda mais, sobre a referida temática.

Após muitas discussões e questões, o último trabalho do dia foi apresentado por Maria Cristina Ferraz (UFRJ). A pesquisadora escreveu sobre o “Estatuto paradoxal da pele e cultura contemporânea: da porosidade à pele-teflon”, partindo de perspectivas oferecidas por Agamben sobre a pormografia, para “discutir e convocar a abertura da porosidade da pele”.

O provocativo relato do paper foi feito por José Luiz Aidar Prado (PUC-SP), estabelecendo um outro diálogo com a autora e promovendo discussão. E assim encerrou-se mais uma edição do GT de Comunicação e Sociabilidade: com temas convergentes e perspectivas teóricas que dialogam entre si – e por tudo isso, pelas semelhanças e diferenças, mas pela clara identidade do GT, foi uma tarde rica e estimulante.

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