No período da manhã, as discussões do  GT de Política da Compós foram centradas nas relações entre comunicação e valores democráticos, especialmente a questão dos diferentes discursos envolvidos em eventos políticos e na questão da representação política. No primeiro artigo, Jamil Marques e Jakson Aquino tentam verificar se há relações entre o uso do Twitter por deputados federais, suas características pessoais e características de seus eleitorados. O cruzamento visa buscar padrões no uso do Twitter e no perfil dos representantes políticos a mais usarem a ferramenta. O texto está disponível aqui.

Já o segundo trabalho apresentado, “Os discursos articulados da democracia (entre o econômico, o político e o social)”, de  Isabel Villela ( UFBA ) pretende discutir os diferentes discursos relacionados a grandes eventos mundiais realizados no Brasil, como Fórum Econômico Mundial, Fórum Social Mundial e Rio+20. O artigo buscou em principal apresentar a importância da Comunicação como articuladora entre esses di ferentes discursos. Para ler o texto, acesse o site.

No período da tarde, o grupo de trabalho se focou nas relações e tensões entre Comunicação e Política e, mais especificamente, entre o campo do Jornalismo e o sistema político formal. No primeiro trabalho, Wilson Gomes e Fernanda Pereira abordam as entrevistas realizadas pela TV Globo com os candidatos a presidente nas eleições de 2010. O texto apresenta os primeiros resultados da pesquisa e busca apresentar um modelo metodológico para a análise de tais entrevistas no Brasil. Há um pressuposto com apoio empírico que não há, necessariamente, um enviesamento negativo em relação a certos candidatos, mas sim uma briga simbólica entre jornalistas e candidatos, cada um buscando manter firme os papéis e a importância de seus respectivos campos. Texto disponível aqui.

O segundo trabalho, realizado por João Feres Júnior e equipe, caminha no sentido oposto ao da apresentação anterior. Aqui buscou-se verificar empiricamente a cobertura dos três primeiros candidatos a presidente e como se deu a cobertura dos mesmos nas capas da Folha de São Paulo, Estadão e O Globo. Em especial, eles cruzam tais questões com o uso de falas diretas dos candidatos. A pesquisa evidencia que esses jornais apresentaram uma cobertura mais positiva para o candidato José Serra e mais negativa para Dilma Rouseff. Texto disponível aqui.